dia dos namorados

caminhamos em shoppings de mãos dadas com pessoas que acreditamos ser predestinadas pra gente pra alguma coisa.

 

o problema é que pra essa alguma coisa a gente costuma dar uma atribuição positiva,

 

a gente dá uma sensação de tilintar de dedos nas costas e

 

construímos uma idealização doentia que inventa um modo de apego e dependência em relacionamentos quase que vinculado a uma linha de produção,

 

vão caindo broken hearts da esteira da aleatoriedade dos eventos da vida,

 

lenta

     a

     mente,

 

um a um.

 

eu tenho vontade de olhar fundo no olho das pessoas e agradecer pela leve brisa que cada uma traz naquele instante da minha vida, afinal no fundo nós apenas

 

somos

instantes.

 

nos ensinam a amar de um jeito que dói.

 

intoxicam um dos sentimentos mais puros que surgem no peito da gente com julgamentos, moralizações, medos e dores,

 

e eu fico pensando quem é que foi que inventou essa história de sofrer quando se sente uma coisa tão boa ardendo no peito,

 

fazendo sentir vivo quem antes vivia na inércia comparável à de uma almofada.

 

vivemos em uma sociedade

 

                                  love-a-holic

 

em que os loves se confundem com os holes e

 

da maquiagem fazemos crescer risos que ecoam pelos muros de cidades vazias.

 

mas acho que,

no fundo,

 

o vazio é sempre nosso anyway.

Anúncios

2 comentários

  1. ricardojuliano · julho 4, 2016

    ;)))))

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s